Cálculo do giro de estoque: como aplicar na prática para reduzir custos?

No universo dinâmico do varejo, especialmente em supermercados e centros de distribuição, o cálculo do giro de estoque é uma métrica que funciona como o termômetro da saúde de toda a operação.

Logo, saber calcular, interpretar e usar o índice estrategicamente pode ser a diferença entre o ganho de eficiência e o desperdício.

De forma geral, muitos profissionais entendem sua importância, no entanto ainda enfrentam dúvidas sobre a fórmula. Outros, por sua vez, não sabem como aplicar essa informação para gerar economia e desempenho real.

Se estes problemas confrontam sua atividade, este artigo é para você! Nele, você entenderá o padrão do cálculo, suas fórmulas em diferentes contextos e a melhor forma de interpretar os resultados.

 

O que é o giro de estoque? Por que ele merece a máxima atenção?

O giro de estoque é uma métrica essencial em muitos setores que buscam alcançar um negócio rentável e duradouro.

Ele mede quantas vezes o item armazenado de uma empresa é vendido ou renovado em um período determinado (normalmente, mensal ou anual).

Em termos simples, busca-se alcançar o maior giro possível, resultando em menos dinheiro ficando parado e menor o risco de perda ou vencimento.

Mas, você deve estar se perguntando: por que esse cálculo importa? Alguns fatores ajudam a explicar. Veja:

  • Diminui o capital imobilizado;
  • Reduz custos com armazenagem;
  • Aumenta a agilidade no reabastecimento;
  • Melhora a margem de lucro do negócio.

Ou seja, ele auxilia a avaliar o quão eficiente é o controle de estoque da empresa, mostrando:

  • Alto indicador: há a rápida venda dos produtos, o que é um bom sinal no âmbito logístico e financeiro;
  • Baixo indicador: a empresa pode estar passando por problemas decorrentes da baixa demanda.

 

Como calcular o giro de estoque?

como calcular giro de estoque

Muito comum em empresas que trabalham com altos volumes, o cálculo representa a quantidade de produtos vendidos em um período específico.

Segundo artigo da TOTVS, a fórmula é bastante simples e pode ser feita da seguinte forma:

Giro de Estoque = Total de vendas / Volume médio de estoque

Veja um exemplo:

Um centro de distribuição tem um volume médio mensal de 4 mil itens de um produto. Já a venda anual é de 20 mil por ano.

Ao fazer o cálculo, temos um valor de 5. Isso significa que ele foi completamente renovado 5 vezes no ano.

Mas, para ser mais assertivo, pode-se adotar o valor monetário dos itens. Deve-se dividir o custo total de vendas pelo volume médio de estoque.

Veja:

Giro de Estoque = CMV / Estoque Médio

Onde:

CMV: custo das mercadorias vendidas no período.

Estoque Médio = (Estoque Inicial + Final) ÷ 2

Acompanhe outro exemplo prático:

Em uma determinada operação, o CMV é de R$ 600.000,00 no ano e estoque médio de R$ 150.000,00

Logo, o giro é = 600.000 / 150.000 = 4 (ou seja, o estoque se renovou quatro vezes no ano).

Vale destacar que, dependendo do foco do negócio, outras contas podem ser mais eficientes, por serem estratégicas:

  • Giro de estoque financeiro: considera o valor monetário. É uma estratégia útil para avaliar o impacto no capital;
  • Giro por SKU: analisa a rotatividade de cada produto individualmente.
  • Giro por volume: usa unidades vendidas em vez de valores: excelente para controle físico e de logística.

 

Como interpretar o resultado?

Acima de tudo, a métrica é essencial para avaliar a eficiência da gestão de estoque. Conforme artigo do Sebrae, cabe ao empreendedor considerar dois fatores na sua gestão relacionada aos produtos e itens estocados:

  • Quanto menor for o estoque, menor a necessidade de capital imobilizado;
  • Para boas vendas, nunca podem faltar produtos.

Assim, se a empresa busca o menor estoque, pode perder uma venda por falta de produto; porém, itens diferentes possuem giros diferentes.

Para equilibrar esses dois aspectos, o artigo destaca que um dos caminhos é a utilização intensa da informação. O Giro de Estoque é uma delas!

Isso mostra que esse não é somente um número e sim uma ferramenta de gestão, que, dependendo do resultado, se traduz em ganhos reais. Bons resultados indicam:

  • Redução de perdas: menos produtos vencendo nas prateleiras;
  • Melhoria no abastecimento: evita ruptura e excesso com base em dados;
  • Otimização do capital de giro: resulta em menos dinheiro parado.
  • Agilidade nas compras: pedidos mais inteligentes e alinhados à demanda.
  • Previsibilidade nas vendas: oferece uma base sólida para sazonalidades e promoções.

 

Como implementar o cálculo de giro na rotina do negócio?

calculo de giro na rotina do negocio

Incorporar o cálculo do giro de estoque no dia a dia não exige grandes investimentos, mas sim organização, consistência e foco em dados confiáveis.

Algumas estratégias ajudam a fazer isso com eficiência operacional e redução de custos com armazenagem:

Coleta de dados essenciais

Garanta o acesso regular ao Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) e aos valores de estoque inicial e final de cada período analisado (mensal, trimestral etc.).

Quanto maior for a precisão do levantamento, mais confiável será o índice e as decisões tomadas a partir dele.

Digitalize e automatize o controle

Utilize sistemas de gestão (ERP ou planilhas inteligentes) que permitam o registro contínuo e centralizado das movimentações.

Tal medida reduz falhas manuais e oferece atualizações em tempo real para análises rápidas.

Faça análises segmentadas por categoria ou SKU

Não se contente com um único índice: desdobre-o por linha, marca ou unidade de negócio.

Essa segmentação revela gargalos e oportunidades ocultas (produtos com giro baixo que merecem reavaliação no mix).

Aplique métodos de rotação inteligentes

Implemente o FIFO (First In, First Out), também conhecido como PEPS (Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair).

Essa lógica garante que os produtos antigos sejam vendidos primeiro, evitando vencimento e perdas, especialmente em alimentos e perecíveis.

Monitore e ajuste constantemente

O mercado de compra e venda é muito dinâmico, com muitas mudanças de comportamento, sazonalidade e ações promocionais impactando o giro.

A recomendação é revisar a métrica regularmente e usar os dados como base para ajustes estratégicos nos pedidos, abastecimento e negociações com fornecedores.

Transforme o giro em KPI estratégico

Estabeleça metas por produto ou setor e acompanhe a evolução no dashboard de performance.

Integrar esse indicador à tomada de decisão é o que transforma números em resultados financeiros.

 

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Com a AGRA, sua operação ganha:

  • Acesso mais rápido aos produtos, facilitando o reabastecimento e a separação de pedidos;
  • Melhor aproveitamento de espaço vertical e horizontal, permitindo aumentar a capacidade com menor custo por metro quadrado;
  • Organização por critérios logísticos (como validade, categoria ou giro), facilitando a aplicação do FIFO/PEPS;
  • Segurança e robustez, mesmo em ambientes de alto tráfego e volume;
  • Redução de erros e perdas com estocagem mais visível e padronizada.

Então, faça o acompanhamento constante do cálculo e tenha na AGRA uma aliada para melhorar a organização dos itens estocados.

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